Olá pessoal!
Tenho estado ausente do freecotton, mas é que quando fico chateada não gosto de externar muito este sentimento.
Pelo menos umas três idas ao centro da cidade, sem ter concluido o meu propósito, foi o suficente para este estado de contrariedade e chateação.
A dimensão das coisas era desproporcional na minha visão de criança. Tudo parecia muito grande, o centro da cidade parecia ser toda a cidade, o medo de me perder naquele borburinho era muito grande.
Fui crescendo, me adaptando, comecei a trabalhar , deslocava-me todos os dias, já por conta e risco, mais todas as advertências dos meus pais, segui tranqüila a caminhada natural.
Ontem percebi, já passados mais de 30 anos, indo ao centro da cidade, o quanto ele é pequeno. Todas aquelas pessoas, cada uma em uma direção, algumas de encontro às outras, outras nem tanto, mas com um ordenamento de formiga, um grande formigueiro.
Fui até o Mercado público, com seus cheiros caracteríticos, todo remodelado interiormente, mas por fora preservado em todos os detalhes.
Várias bancas, de tudo um pouco, aquele som desordenado, aquelas saídas para tantos lugares. Não sei, até hoje me orientar muito bem com relação aos pontos cardeais, mas sabia por onde entrei, era o suficiente.
Minha irmã e eu escolhemos a Banca 40, não por acaso, mas para relembrarmos nossa infância, afinal, uma vez por mês, nossa tia Terezinha nos levava até a Banca 40, tomávamos um sorvete enorme e, começavámos a desvendar o caminho de volta, sempre de mãos dadas, para não nos perdemos.
Ontem o centro parecia muito pequeno, mas fiquei muito chateada e contrariada.
Fomos comprar presentes de Natal, não conseguimos encontrar o que queríamos, teremos que voltar mais vezes.
Não vou encontrar em nenhuma Banca do mercado Público, nem nas vitrinas enfeitadas das lojas presente para mim, na verdade, eu não vou encontrar mesmo, pois os presentes que eu estava buscando estão dentro de mim, no pensamento e na saudades.
Não posso buscar em lojas o que está guardado dentro de mim, muita saudades dos meus pais e de todas as pessoas que se foram.
Bem, já que hoje as pessoas não percebem o meu amor por elas, terei que ir ao centro da cidade, novamente, para comprar presentes.
Ah se elas soubessem que já as presenteei com meu amor e carinho, não precisaria fazer compras, muito menos ir até o centro.
Abraço fraterno.
Na verdade, tínhamos que mudar nosso sistema. Nada de presentes... Podíamos trocar cartas, com dizeres legais, ou simplesmente estarmos juntos. Esse negócio de presente me estressa...e muito...
ResponderExcluirO meu eu dispenso, adoraria receber uma carta tua, com o que tu acha de mim, onde eu erro, onde eu acerto, tua visão...com toques tipo a do carro vermelho (vou lembrar pra sempre, da história)...
Amuáá...
Te amo.
E tu lembra daquelas balas nas Americanas? umas brancas com umas listras roseas?
ResponderExcluirO meu presente tá liberado também. E a tôca não serviu pra mim. Percebo sim o teu amor. Do teu jeito é claro (e é assim quetem que ser), mas percebo sim.
Deixa pra ir ao Centro, só pra comer o sorvete da Banca 40, o resto.... O resto deixa pra lá... já está me dando a 50 anos.
Adorei teu post, Duda. Bem isso mesmo, tenho a sensação nessas datas, que só terei dado a devida importância para a pessoa seu eu der presentes. Quando na verdade o tempo que elas doam a minha e meu tempo que dôo a elas já é uma troca de presentes maravilhosa.
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