Olá pessoal!
Tive uma estranha experiência, na sala de espera de um consultório médico, nos últimos dias.
Algumas salas amplas, bem decoradas, belíssima iluminação, cafezinho com ou sem açucar, água, chá, revistas atuais, tudo para compensar a espera.
Outras nem tanto, sem decoração nenhuma, um ou outro quadro informativo, com fotos e gráficos coloridos, mostrando partes do corpo humano, salientando as possíveis molestias do nosso organismo.
Mas encontrei, em ambas, uma coisa em comum.
A mesma ladainha, das mal fadadas mazelas, adquiridas pela vida. Sem contar com a mesma reclamatória, a respeito da demora do médico.
Absorta, lendo uma revista velha, percebi que alguém sentou-se o meu lado. Pelo perfume e forma de sentar-se não tive dúvidas de que tratava-se de uma elegante mulher.
Segui minha leitura e, quase ao mesmo tempo, adentraram mais duas pessoas, que falavam alto e descompassadamente, sobre o médico.
Uma usava muletas e a outra, carregava uma bolsa tão grande, que parecia uma mala.
É conveniente lembrar, que a sala em que nos encontrávamos, era daquelas bem pequenas, com um balcão bem escuro, já manchado pelo apoio de mãos e braços de pacientes, com uma péssima iluminação e, uma suposta "secretária" lixando as unhas e, mascando um miserável chiclet.
Eu já havia me identificado e aguardava minha vez de ser chamada.
A elegante mulher, que estava ao meu lado, acabara de encontrar, em sua bolsa, seus documentos e dirigiu-se ao balcão, para agilizar seu atendimento.
Nesse exato momento iniciou-se um verdadeiro desenrolar de desaforos, partidos é claro, da dupla que entrou por último na sala.
Parei minha leitura e observei o que estava acontecendo.
Descrédula, pois jamais imaginei que tal fato pudesse ocorrer, assisti a uma quase luta corporal, pois só não o foi, porque uma delas, a que usava muletas, fez bom uso do artefato e, com uma habilidade impressionante, quase deixou uma marca no rosto da elegante mulher, como o Zorro deixava um "Z" em seus algozes.
A que portava a grande bolsa, também a fez bater na pobre criatura perfumosa.
Eu, num salto habilidoso, pus-me a proteger-me, já fora da sala, enquanto a "secretária", totalmente alheia ao acontecido comunicou:
-senhoras, o doutor mandou avisar que não vem, pois está trancado no trânsito. Acho melhor voltarem amanhã.
As duas mulheres armadas, uma com as muletas e a outra com a enorme bolsa, dirigiram-se, com toda ira, à "secretária", descarregando desaforos, recheados de palavrões.
Eu agarrei o braço da elegante mulher e nos dirigimos, com toda a pressa do mundo ao elevador, onde já distante daquela quase guerra campal, rimos muito e fomos tomar um café.
Voltaremos outro dia, ou não.
Abraço fraterno.
Ha! Fiquei formando a cena na cabeça!
ResponderExcluirCoisas doidas acontecem em todos os lugares é só estar atento para observar.
De fato, talvez seja melhor nem voltar. Só repita o café ;)
ADOOOOOOOOORO bafão...hehehehe...
ResponderExcluirMas o melhor de tudo...aaaaaaaaa com certeza, a companhia elegante e perfumada e o café...
Essa minha tia escritora é bem ligeira...miseráááávelll...
...adooooro a visita de vocês.
ResponderExcluir