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A luz no fim do túnel

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Coisas de feriadão

Olá pessoal!

Voltando do sítio.
Cansada, fiz horrores de coisas, mas feliz.
Fiquei de sexta até hoje, completamente só, meus pensamentos, meu tarô, algumas folhas de papel para registrar essa passagem, esse retiro.
No primeiro dia, totalmente sem rumo, sem saber exatamente o que eu estava fazendo lá.
Depois me organizei e passei a desfazer a mochila, as coisas do Bello (meu gato), as roupas de cama. Essas coisas que são necessárias.
Começou a chuver, mas chuva de verdade, a luz faltou, mas, sei exatamente onde coloco minhas coisas, tinha várias opções para a falta de luz. Lanterna, velas e um lampião, lindo, que ganhei de uma grande amiga.
Com isso, não tive problemas para seguir meu feriadão.

Abraço fraterno.

2 comentários:

  1. novo visual do free ficou MARA...JÓIA muito fina...hehehehe...amuááá

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  2. Como estas na fase do ¨novo¨ e do Feriadão da ¨alma¨, vou me reter um pouco em Pessoa.
    O cara morreu aos 47 anos, mas como era muito mais que 4 (porque 4 escreveram, e a os outros que povoaram essa mente brilhante), então deve ter morrido com mais de 200 anos de VIDA.
    Do pouco que conheço e li me encanta o niilismo de Alberto Caiero. A negação de tudo e a certeza de que tudo esta a nossa volta, mostra a multiplicidade e a facilidade de entender o estabelecido.
    Olha esse poema
    (acho que ele vai te dizer muito de ti hoje)


    O meu olhar é nítido como um girassol.
    Tenho o costume de andar pelas estradas
    Olhando para a direita e para a esquerda,
    E de vez em quando olhando para trás...
    E o que vejo a cada momento
    É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
    E eu sei dar por isso muito bem...
    Sei ter o pasmo essencial
    Que tem uma criança se, ao nascer,
    Reparasse que nascera deveras...
    Sinto-me nascido a cada momento
    Para a eterna novidade do Mundo...
    Creio no mundo como num malmequer,
    Porque o vejo. Mas não penso nele
    Porque pensar é não compreender...

    O Mundo não se fez para pensarmos nele
    (Pensar é estar doente dos olhos)
    Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

    Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
    Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
    Mas porque a amo, e amo-a por isso
    Porque quem ama nunca sabe o que ama
    Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

    Amar é a eterna inocência,
    E a única inocência não pensar...

    Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914

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