Muitos dizem frases feitas, eu não quero fazer isso.
Outros dizem "compartilhar" isso eu tenho feito, mas no fundo também não queria.
As vezes eu acho que é mais fácil pegar um texto pronto e colar. Mas e eu, e o meu trabalho, o meu ato de escrever, de pensar, de expressar!?
Não estão entendendo nada? É simples, estou perdendo uma tia muito querida, muito especial. Continuam sem entender? Eu entendo vocês, não fiz uma prévia sobre o que eu queria escrever, saí largando as letras, sem preocupação nenhuma. É que quando a perda está iminente perdemos, um pouco ou quase todo, os cuidados, pra não dizer os limites.
Antes da morte da minha minha mãe, já quase nos últimos dias, um homem que eu nem conhecia, nem ele a mim, começou a me ajudar à distância. Ele ligava do Rio de Janeiro, e passava minutos, quase horas, me ajudando com seu conhecimento espírita, a me preparar para a perda. Falava muitas coisas, me acalmava e me deixava centrada, ciente do que estava acontecendo e do que iria acontecer.
De todas as coisas que ele me disse uma foi mais marcante:
- a perda, não é só uma perda, ela traz junto de si muitos ganhos, e só o tempo poderá mostrar isso pra ti.
Ele é meu amigo até hoje, depois nos conhecemos aqui em Porto Alegre, na casa de uma amiga muito querida, a mesma que havia dado o número do meu telefone para ele me ligar.
Nesse encontro, pude sorrir e dizer a ele do quanto estava com a razão ao ter-me dito aquilo.
Hoje, passados 15 anos da morte da minha mãe, me deparo com a proximidade da morte desta tia querida, e queria muito passar este ensinamento aos mais próximos dela, que estão chorando, sofrendo cada vez mais, a cada dia que passa.
Saibam aceitar este momento, pois dele virá também muito ganhos.
E virá, com certeza.
Abraço Fraterno
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