FreeCotton

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A luz no fim do túnel

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Janeiro Lento

Olá Pessoal!

Pesso desculpas pela ausência temporária, em breve estarei junto de vocês novamente.
Tenham ótimos dias, cheios de paz, saúde e amor.


Abraço Fraterno .

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Gavetas

Olá pessoal!

 
Hoje resolvi arrumar minhas gavetas.
Não aquelas dos móveis, mas as nossas gavetas pessoais.
Nossa, me dei conta de que estavam muito desorganizadas, mas muito mesmo.
Algumas pequenas, ainda um pouco em ordem, mas outras maiores, outras nem tanto, mas cada uma com sua função desorganizada.
Precisei tirar pra fora, sabe puxar com força, porque algumas coisas estavam completamente fora do lugar.
Começei pelas gavetas pequenas.
Pensei primeiro em me desfazer de apegos. Dar importância ao que realmente interessa.
Descartei a vaidade.
Nossa, várias caixinhas de vaidade, pelo menos não eram grandes, mas eram muitas.
Depois, percebi vários saquinhos decorados, cheios de orgulho. Credo, como pude guardar aquilo por tanto tempo, joguei fora.
Isto posto, começei a me dar conta de que faltava pouca coisa para arrumar.
Deixei uma gaveta especialmente para  confiança. deixei bem organizada essa.
Ah, tem uma que mereçe o maior cuidado e organização, a da autoestima.
Limpei bem, organizei da melhor forma possível, incrível, me senti melhor na hora.
Agora a gaveta que deu mais trabalho foi a que eu guardava o ciumes. Botei fora os maiores, me livrei dos menores e resolvi que nunca mais guardarei esse tipo de coisa. Chega.
Bem, a faxina nas gavetas estava quase pronta, mas achei uma que estava trancada. Procurei a chave, mas não encontrei, então pensei, terei que arrombar essa gaveta. Foi o que fiz, depois de algum esforço consegui abri-la, e lá estava, a gaveta do meu bem querer.
Estava cheia de pó, e vazia.
Me dei conta de que é chegada a hora de amar novamente.
Não guardarei mais em gavetas o meu amor.
Estou liberta, pronta para amar novamente.
Agora está tudo no seu devido lugar.


Abraço fraterno.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Tapete Voador

Olá pessoal!


Coloquei o despertador, não posso dormir muito hoje, afinal, já está quase chegando e Natal e não fui às compras.
Fizemos um "amigo secreto", para ficar definido o presente.
No fundo, gostaria de presentear a todos, sem exceção, mas não quero voltar ao tema "presentes".
Já sei o que dar para cada pessoa, ficou mais fácil, o difícil é enfrentar o desafio que é entrar em lojas nessa época do ano.
Hoje, depois que o relógio despertou, ainda em minha cama, viajei em um tapete voador, para muito mais além dos meus sonhos, cheguei um pouco atordoada, afinal era um lugar diferente.
Pessoas se movimentavam com muita leveza, algumas  pareciam conhecidas, outras não, porém, todas me dirigiam um olhar tranqüilo e pacificador.
Por um instante me senti como criança perdida, esperando que alguém me desse a mão. Nesse momento, senti um perfume conhecido, e ao fundo, no meio daquelas pessoas todas, avistei minha mãe.
Caminhei lentamente, embora quisesse correr muito, e nesta caminhada relembrei toda minha infância, adolecência e minha vida adulta, num piscar de olhos. E exatamente quando ia lembrar dos momentos difíceis que minha mãe passou, enquanto estava doente, senti um abraço reconfortante, terno e pleno, ela estava ali, me abraçando e sorrindo para mim.
...estou bem, junto de teu pai.
Nesse momento, como em um passe de mágica, me vi sentada no tapete voador e, fui lançada, calmamente, na minha cama fofinha e cheirosa, mas escutei um miado forte.
Me acordei assustada, era meu gato fugindo dos meu pés, que ao me espriguiçar havia o atingido.
Que sonho lindo, que presente eu ganhei.
Viva o Natal e, os tapetes voadores, que permitem viagens maravilhosas.


Abraço fraterno

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

As palavras

Olá pessoal!

As vezes acho que sou muito tímida, tenho medo de me expor, de falar.
Mas acredito que não é timidez não, é uma enorme preocupação com as palavras.
Feliz de quem tem o dom das palavras, já ouvi isso uma vez, ou muitas, muitas vezes.
Assim como elas encantam, elas podem ferir.
Acho até que o pior de tudo é o poder de ferir.
Elas ficam lá dentro, gurdadas, elaboradas, amontoadas, silenciadas. Mas quando são proferidas, tem um poder que as vezes, nem mesmo nós, que a proferimos, sabemos que tem.
Ah, as palavras constroem, habilitam, destroem.
A política depende delas, se bem colocadas, se bem verbalizadas, protagonizam a vitória.
Porém, basta um deslize para colocar toda uma campanha fora.
Como tudo é política, e as palavras são o instrumento da verbalização, prefiro falar pouco, do que verbalizar errado.

Abraço fraterno.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Feliz Aniversário

Hoje não tem Blog. a maezinha faz aniversário.
-Vamos todos pro nosso Blog Zig.
Sim, mas vamos deixar aqui nosso endereço, afinal de contas é a mãezinha que escreve ele também.


FELIZ ANIVERSÁRIO.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Decisões

Olá pessoal!


Me dei conta, já ha bastante tempo, do quanto é dificil tomarmos decisões.
Qunado bebê, depois na escola, depois no trabalho, na família, a todo instante, decisões, mais decisões.
Chegada uma certa idade, onde acreditamos que podemos fazer nossas próprias escolhas, justamente aí que mora o perigo, devemos pensar muito mais.
Mas também podemos pedir conselhos, ponto de vista, o que tu acha??? E tu???
Eu sou daquelas que procura encontrar a solução sozinha, nem sempre me dou bem, é lógico. Mas nem sempre foi assim, muitas vezes procurei um conselho, um outro ponto de vista, uma dica.
Pois bem, mais uma vez estou diante de uma tomada de decisão.
Mas acho que vou decidir sozinha, porquue se for buscar opiniões, elas serão políticas,.
Não disse, que dificuldade, nossa.


Abraço fraterno

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Banca do Mercado

Olá pessoal!

Tenho estado ausente do freecotton, mas é que quando fico chateada não gosto de externar muito este sentimento.
Pelo menos umas três idas ao centro da cidade, sem ter concluido o meu propósito, foi o suficente para este estado de contrariedade e chateação.
A dimensão das coisas era desproporcional na minha visão de criança. Tudo parecia muito grande, o centro da cidade parecia ser toda a cidade, o medo de me perder naquele borburinho era muito grande.
Fui crescendo, me adaptando, comecei a trabalhar , deslocava-me todos os dias, já por conta e risco, mais todas as advertências dos meus pais, segui tranqüila a caminhada natural. 
Ontem percebi, já passados mais de 30 anos, indo ao centro da cidade, o quanto ele é pequeno. Todas aquelas pessoas, cada uma em uma direção, algumas de encontro às outras, outras nem tanto, mas com um ordenamento de formiga, um grande formigueiro.
Fui até o Mercado público, com seus cheiros caracteríticos, todo remodelado interiormente, mas por fora preservado em todos os detalhes.
Várias bancas, de tudo um pouco, aquele som desordenado, aquelas saídas para tantos lugares. Não sei, até hoje me orientar muito bem com relação aos pontos cardeais, mas sabia por onde entrei, era o suficiente.
Minha irmã e eu escolhemos a Banca 40, não por acaso, mas para relembrarmos nossa infância, afinal, uma vez por mês, nossa tia Terezinha nos levava até a Banca 40, tomávamos um sorvete enorme e, começavámos a desvendar o caminho de volta, sempre de mãos dadas, para não nos perdemos.
Ontem o centro parecia muito pequeno, mas fiquei muito chateada e contrariada.
Fomos comprar presentes de Natal, não conseguimos encontrar o que queríamos, teremos que voltar mais vezes.
Não vou encontrar em nenhuma Banca do mercado Público, nem nas vitrinas enfeitadas das lojas presente para mim,  na verdade, eu não vou encontrar mesmo, pois os presentes que eu estava buscando estão dentro de mim, no pensamento e na saudades.
Não posso buscar em lojas o que está guardado dentro de mim, muita saudades dos meus pais e de todas as pessoas que se foram.
Bem, já que hoje as pessoas não percebem o meu amor por elas, terei que ir ao centro da cidade, novamente, para comprar presentes.
Ah se elas soubessem que já as presenteei com meu amor e carinho, não precisaria fazer compras, muito menos ir até o centro.

Abraço fraterno.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Tédio no blog

Olá pessoal!


Lendo alguns blogs de amigos meus, percebi um em especial.
Falava de tédio.
Narrava com uma precisão desoladora, a rotina diária de um trabalhador normal, que além do trabalho, além da marmita e do aperto dentro de ônibus, tinha tarefas escolares, não simples tarefas, mas sim, tarefas acadêmicas.
Mais forte do que a rotina, deixava escorrer por cada letra digitada no seu blog, o tédio presente no seu dia.
Falava da mesmice dos rostos entediados, dos assuntos tratados no trabalho, das provas mal elaboradas da faculdade e da falta de propósito nos seus dias.
Que mundo é esse, onde já não temos um amigo para ouvir nossas estórias diárias?
Que mundo é esse que nos empurra para o virtual, na expectativa de que, em algum lugar, através de um blog,  alguém leia nossos lamentos e, se quiser, talvés deixe um comentário.
Acredito que, nem mesmo assim fugiríamos do tédio, pois como esta escrito no blog que eu li, até abrir  e-mails já havia se tornado um tédio.
Vamos ser felizes, o dia lá fora está lindo.
Agora eu já posso escolher minha rotina.
Escolhi fugir do tédio.

Abraço fraterno.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ação e reação.

Olá pessoal!


Toda ação gera uma reação, mesmo que seja de estagnação, não deixa de ser uma reação.
Bem, vou tentar explicar isso melhor, afinal, estou falando de mim e do meu gato.
Tenho um gato, não gostava de felinos antes, mas esse me cativou.
Depois de uma noite de raios e muita chuva, fui em busca daquele miado constante, que não me deixou dormir. Lá estava uma bolinha enxarcada pela chuva, miando desesperadamente.
Tomei em minhas mãos e levei para casa. Ofertei uma tigelinha com leite, da qual não sobrou nada, em fração de segundos.
Ali estava criada uma relação muito forte entre mim e o felino.
Os animais são muito parecidos com os humanos, isso todos sabemos, mas descobri que também são políticos.
Os gatos um pouco diferente, afinal são donos da vontade deles.
Agradam seus donos quando querem, não se preocupam em demostrar amor e devoção, tem independência na maior parte do tempo, mas, quando querem alguma coisa ou algo, são totalmente políticos.
Se é para acordar o dono, não medem esforços, derrubam tudo que podem, saltam mais do que o provável, correm desordenamente e, se mesmo assim, o dono não acordar, metem a pata no nosso rosto, sem dó, nem piedade.
Atônitos, percebemos que ele quer alguma coisa, afinal, depois de toda essa jornada de tentativas, ele ronrona melodiosamente, afofa as cobertas e  se enrosca com um olhar pidão.
Isso é política.

Abraço fraterno

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Presentes de Natal

Olá pessoal!

Primeira coisa que vem à mente são os presentes, certo?
Certíssimo.
Mas para mim, isso é uma tristeza.
Ter que pensar em quantos presentes terei que providenciar, o que cada um espera receber, no quanto terei que dispor para comprar esses presentes...
Definitivamente não gosto de Natal.
Não gosto das discussões geradas para acertar na casa de quem será comemorada esta data, com amigos, com família, com parceiros?
Aí, inevitavelmente, percebo que tudo é política.
Estratégias para definir todo esse jogo, despesas, família, amigos, comércio.
E o pior, é que me incomoda tanto saber que durante o ano inteiro, as pessoas esquecem-se de ser afáveis, de promover encontros felizes, de presentear os amigos e quem quiser, pelo simples prazer de amar. 
Natal é Luz, nascimento da uma nova esperança de amor.
Não precisa ser no dia 25 de Dezembro.
Pode ser a hora que eu quiser, sempre que eu quiser, desde que, eu nunca esqueça que com o nascimento do nosso salvador, veio a certeza de que, somos filho de Deus.
Não gosto de ter data fixa para amar ao próximo.
Isso é política.

Abraço fraterno.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Falha de comunicação

Ola pessoal!

Acreditem vocês, querendo ou não, não foi à toa que Deus nos deu dois ouvidos, dois olhos e uma boca.
E olha que, com uma só, já é o suficiente para criarmos problemas absurdos com nossa comunicação.
Como sempre digo, tudo é política, graças a nossa fala, é lógico, conseguimos fazer política a todo instante.
Não distante disso, procurando acertar um assunto corriqueiro, mas fundamental para mim, tentei organizar meus horários com uma colaboradora dos meus afazeres. 
Foi uma loucura.
Começamos falando de gatos, passamos para cachorros, enveredamos para o trabalho, nos deparamos com religiosidade, mas adiante, cada qual com seu ponto de vista, discutimos sobre horários.
Bem, era só sobre isso que eu queria falar, em fim, cada qual expôs seu ponto de vista, agregando à isso alguns valores éticos, sociais, morais e mais um montão de assuntos paralelos e, um grande problema.
Nos desentendemos por outros tantos motivos, que agora já nem sei mais dizer qual foi.
Nossa, me esqueci, e o pior, tudo isso só pra dizer que amanhã eu chego mais tarde.

Abraço fraterno. 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O pior esta por vir.

Olá pessoal!


Hoje não vou falar sobre o Rio de Janeiro.
Vou falar de escolas públicas.
Recebi um convite da minha afilhada, para assistir sua apresentação de ginástica rítmica, em uma escola pública. Ela também é aluna de uma escola pública.
Ela estava radiante, vestida com aquelas malhas próprias para a prática dessa ginástica, os cabelos preparados, com aquele coquinho tradicional e sapatilhas de ginásta. Estava uma graçinha.
Eu portando a minha pequena câmera digital, procurava estabanadamente a melhor posição, para registrar tudo.
Achei super interessante este processo de troca de escolas, assim as meninas estavam tendo a oportunidade de se exibirem em outros espaços, perdendo aos poucos a inibição e, em contrapartida, os alunos das outras escolas, tendo a oportunidade de estarem mais próximos dessa modalidade de esporte tão interessante.
Aos poucos percebi ao meu redor a degradação da base de tudo.
Aquilo não parecia uma escola, não tinha cheiro de escola, não tinha cor de escola, era cercada de grades e de paredes sem pintura. Banheiros sujos com pias e vasos lascados, crianças desalinhadas, sem uniformes, cada uma tentando ostentar o pouco que tinham.
Os orientadores mais perdidos do que eu, que cheguei antes do horário e perguntei:
-é aqui que vai ter uma apresentação de ginástica?
Ninguém sabia de nada, nem a diretora.
Felizmente, o grupo da escola da minha sobrinha chegou.
A presentação foi um sucesso, mas as escolas, essas não representam mais nada, só um reduto de esperanças dos pais, esperanças de que seus filhos, estando ali, serão melhores educados.
Com as escolas que temos, o que está acontecendo no Rio de Janeiro é só o começo.
O pior está por vir.


Abraço Fraterno.