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A luz no fim do túnel

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Naquele ano de 65

Olá pessoal!

Naquele ano de 65 as coisas começaram a mudar, eu tinha um carrinho, vermelho.
Meus amigos do prédio tinham aqueles carrinhos feitos com lata de azeite, as rodinhas eram feitas de madeira, a criatividade naqueles tempos era fantástica.
Começaram os problemas. Meu carrinho era de corda e eu não queria estragá-lo por nada. Mas o legal da brincadeira era, justamente, ter um carrinho que se pudesse puxar por uma cordinha. Todos brincavam felizes, mas eu, não queria destruir meu brinquedo novo.
E não o destrui, passei a ficar mais dentro de casa, brincando no tapete da sala, com aquele flamante carrinho vermelho.

Abraço fraterno.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dezembro de 1965

Olá pessoal!


Um dos presentes mais desejados da minha vida, foi esse carrinho vermelho.
Meu aniversário, muito próximo do Natal, de certa forma, me causava uma euforia muito grande. Ganharia muitos presentes. Primeiro de aniversário e, depois, de Natal. Mas a vida me mostrou bem cedo que eu estava enganada. 
Lembro-me dos detalhes da noite anterior ao meu aniversário.
Meu pai colocou o presente sobre um banquinho, que ficava na sala do nosso apartamento. Da minha cama, conseguia observar a maravilha. Era grande, eu sabia do que se tratava, afinal, fora um promessa de meu pai; caso eu passasse com boas notas na escola, teria direito a ele. O carrinho vermelho. E lá estava ele.
Meu coração desparou, era tarde, precisava dormir, precisava sonhar, pela úlima vez, com aquele carrinho. 
Não consegui.
Quando meus pais foram dormir, levantei, sorrateiramente, fui pé por pé até a sala e, me abraçei naquele pacote, movimentei ele várias vezes, como que para descobrir detalhes do meu pesente. A alegria era tanta que cheguei a chorar, lá estava eu, abraçada naquele pacote, abraçada ao resultado de minha conquista, eu estudei muito para merecer aquele carrinho. Ganhara por merecimento.
Fui deitar, antes coloquei o pacote de volta no banquinho.
Fui sonhar com minha primeira conquista.

Abraço fraterno.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O carrinho vermelho

Olá pessoal!

Para fazer a minha viagem no tempo, não poderia deixar de mostrar o meu carrinho vermelho.
Este carrinho foi o protagonista dos meus primeiros contatos com as ferramentas da minha vida.
Explico.
Primeiro a paixão por carros. Adoooro, até hoje.
Depois, as vantagens e desvantagens de se ter um carro.
Estranho?
Nada, a sensação de poder aparece já lá na infância. Por incrível que pareça.
Vou tentar registrar aqui, minhas lembranças.
Vou viajar no tempo, conduzindo meu carrinho vermelho.
Ah, tenho lembranças anteriores ao carrinho vermelho, mas não sei se vou registrar isso também.
Como disse, anteriormente, esse processo é a busca de uma releitura da minha vida, de mim.
Apertem os cintos e boa viagem, vamos partir.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Releitura de mim

Olá pessoal!

Teremos uma semana inteira de sol, pelo menos é o que dizem os jornais.
Passei quatro dias em Taquara, sempre com chuva. Teve um diazinho de sol, mas, pensando bem, onde eu estava não importava o clima, ou as precipitações climáticas. Na verdade eu estava na minha casa, com meu gato e com meus pensamentos.
Entre uma coisa e outra fiz várias viagens ao passado. Direto do Túnel do Tempo.
Acho que irei registrar algumas estórias aqui, até mesmo para fazer uma releitura de mim. Acho que vai ser interessante.
Fiquem à vontade, para declinarem dessa viagem, mas, de qualquer forma, farei isso por mim.

Abraço Fraterno.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Coisas de feriadão

Olá pessoal!

Voltando do sítio.
Cansada, fiz horrores de coisas, mas feliz.
Fiquei de sexta até hoje, completamente só, meus pensamentos, meu tarô, algumas folhas de papel para registrar essa passagem, esse retiro.
No primeiro dia, totalmente sem rumo, sem saber exatamente o que eu estava fazendo lá.
Depois me organizei e passei a desfazer a mochila, as coisas do Bello (meu gato), as roupas de cama. Essas coisas que são necessárias.
Começou a chuver, mas chuva de verdade, a luz faltou, mas, sei exatamente onde coloco minhas coisas, tinha várias opções para a falta de luz. Lanterna, velas e um lampião, lindo, que ganhei de uma grande amiga.
Com isso, não tive problemas para seguir meu feriadão.

Abraço fraterno.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O novo

Olá pessoal!

Ontem me permiti ao novo.
Fui a um encontro de pessoas onde, além de discutirmos sobre poesia, uma delas estava de aniversário.
Tinha dois motivos fortes para ir ao encontro. Poderia conhecer novas pessoas e, fortificaria amizades recentes. 
Para isso precisava tomar algumas providências.
Comprar um presente interessante, mais do que isso, um presente útil para a aniversariante que, de certa forma, provocou algumas mudanças em minha vida.
O novo sempre me provocou uma certa ansiedade.
Porém, antes do novo acontecer, me decepcionei com o velho, mais uma vez.
Simples assim, decepcionada.
Diante disso, fui de encontro ao novo, sem medo do choque, sem resistência alguma.
Talvez se tivesse ido ao encontro do novo, nada tivesse acontecido.
Pois bem, aconteceu.
O choque com o novo percorreu todo meu ser.   
Novas pessoas, novas idéias, novas leituras.
O novo estava diante de mim.
Encantadoramente novo.
Ah, antes que me esqueça de dizer, acertei o presente, foi um sucesso.

Abraço fraterno.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Estou voltando

Olá pessoal!


Passados alguns meses pensei em escrever novamente.
Estive olhando algumas fotos de viagens que fiz, me deparei com essa. Parei e percebi como esta foto se parece com uma pintura.
É linda esta foto, justamente por isso, do ângulo em que observei a árvare ao fundo, através dessa janela, 
parecia um tela a óleo, pintada pela natureza. Resolvi capturar.
Capturei uma coisa que parecia outra coisa, mas, que na verdade, era exatamente aquilo que eu estava vendo.
Através da lente da minha câmara fotográfica tenho conseguido capturar muitas coisas assim.
Explico.
Ultimamente tenho deixado minha câmara fotográfica me capturar, esta foto é o meu retrato.
A continuidade dessa foto, ou melhor dizer, a sequência dela sou eu também.
É isso, estou voltando.


Abraço fraterno.