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A luz no fim do túnel

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Escolhas

Olá Pessoal!

Tenho observado, com um olhar mais atento, o rastro deixado pelas várias escolhas diárias.
Falo diárias, porque decidi, e aí vai mais uma escolha, viver e me preocupar com um dia de cada vez.
Sem dúvida nenhuma, pelo menos para mim, as escolhas são feitas de forma consciente ou inconsciente.
Bem, não quero me profundar, até por que não tenho conhecimento para transcorrer sob esse viés. Quero falar do rastro mesmo, aquele deixado pelas escolhas. Minhas escolhas, minhas decisões.
Escolhi falar das escolhas no campo profissional.
Hoje, já aposentada, fica bem mais fácil falar sobre os rastros deixados, afinal, já passado, tenho em minha vida, agora, o resultado das minhas escolhas, com todas as suas marcas.
Primeiro, através da escolha de meu pai, só poderia ser funcionária pública, nada mais seria permitido.
Seja feita a vossa vontade.
Até porque, ele bancou meus estudos e tudo o mais que eu precisasse, mas, teria que passar em um concurso público e, teria que esperar até os 21 anos de idade, para poder ingressar na carreira pública.
Me joguei de cabeça, tive sucesso, e hoje, já aposentada, agradeço muito a escolha de meu velho pai.
Obrigada meu Velho.

Abraço fraterno.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sala de Espera

Olá pessoal!

Tive uma estranha experiência, na sala de espera de um consultório médico, nos últimos dias.
Algumas salas amplas, bem decoradas, belíssima iluminação, cafezinho com ou sem açucar, água, chá, revistas atuais, tudo para compensar a espera.
Outras nem tanto, sem decoração nenhuma, um ou outro quadro informativo, com fotos e gráficos coloridos, mostrando partes do corpo humano, salientando as possíveis molestias do nosso organismo.
Mas encontrei, em ambas, uma coisa em comum.
A mesma ladainha, das mal fadadas mazelas, adquiridas pela vida. Sem contar com a mesma reclamatória, a respeito da demora do médico.
Absorta, lendo uma revista velha, percebi que alguém sentou-se o meu lado. Pelo perfume e forma de sentar-se não tive dúvidas de que tratava-se de uma elegante mulher.
Segui minha leitura e, quase ao mesmo tempo, adentraram mais duas pessoas, que falavam alto e descompassadamente, sobre o médico. 
Uma usava muletas e a outra, carregava uma bolsa tão grande, que parecia uma mala.
É conveniente lembrar, que a sala em que nos encontrávamos, era daquelas bem pequenas, com um balcão bem escuro, já manchado pelo apoio de mãos e braços de pacientes, com uma péssima iluminação e, uma suposta "secretária" lixando as unhas e, mascando um miserável chiclet.
Eu já havia me identificado e aguardava minha vez de ser chamada.
A elegante mulher, que estava ao meu lado, acabara de encontrar, em sua bolsa, seus documentos e dirigiu-se ao balcão, para agilizar seu atendimento.
Nesse exato momento iniciou-se um verdadeiro desenrolar de desaforos, partidos é claro, da dupla que entrou por último na sala.
Parei minha leitura e observei o que estava acontecendo.
Descrédula, pois jamais imaginei que tal fato pudesse ocorrer, assisti a uma quase luta corporal, pois só não o foi, porque uma delas, a que usava muletas, fez bom uso do artefato e, com uma habilidade impressionante, quase deixou uma marca no rosto da elegante mulher, como o Zorro deixava um "Z" em seus algozes.
A que portava a grande bolsa, também a fez bater na pobre criatura perfumosa.
Eu, num salto habilidoso, pus-me a proteger-me, já fora da sala, enquanto a "secretária", totalmente alheia ao acontecido comunicou:
-senhoras, o doutor mandou avisar que não vem, pois está trancado no trânsito. Acho melhor voltarem amanhã.
As duas mulheres armadas, uma com as muletas e a outra com a enorme bolsa, dirigiram-se, com toda ira, à "secretária", descarregando desaforos, recheados de palavrões.
Eu agarrei o braço da elegante mulher e nos dirigimos, com toda a pressa do mundo ao elevador, onde já distante daquela quase guerra campal, rimos muito e fomos tomar um café.
Voltaremos outro dia, ou não.

Abraço fraterno.